COOPERATIVISMO DE BASE SOLIDÁRIA COMO ALTERNATIVA DE INCLUSÃO SOCIAL E ECONÔMICA NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.46550/am.v7i2.76Resumo
Este artigo analisa o potencial do cooperativismo de base solidária como estratégia de inclusão social e geração de renda para trabalhadores vulneráveis no Brasil. A partir da revisão bibliográfica, destacam-se as origens históricas da Economia Solidária, práticas de autogestão, cooperação e reciprocidade, além dos desafios enfrentados ao longo do tempo, incluindo a exploração e a banalização do próprio conceito. A pesquisa evidencia que as cooperativas promovem autonomia econômica, fortalecimento do capital social e desenvolvimento sustentável, especialmente em contextos de precarização do trabalho e desigualdade social. A teoria sociológica de Mannheim (1962) reforça a distinção entre associação e organização, destacando a importância do controle político dos membros e da formação de lideranças capazes de gerir e orientar as cooperativas de forma democrática. O fortalecimento dessas iniciativas depende de diversos fatores como a educação, participação e gestão democrática, bem como do apoio de políticas públicas que promovam inovação e inclusão. Conclui-se que o cooperativismo de base solidária representa uma ferramenta eficaz de transformação social, capaz de promover uma economia mais justa e sustentável, ao mesmo tempo em que contribui para a emancipação dos trabalhadores e comunidades vulneráveis no Brasil.

