ENTRE A PRESCRIÇÃO CURRICULAR E O CURRÍCULO VIVIDO: CONSCIÊNCIA HISTÓRICA E MEDIAÇÃO DOCENTE NO ENSINO DE HISTÓRIA APÓS A BNCC
DOI:
https://doi.org/10.46550/am.v7i2.75Resumo
O artigo analisa em que condições as competências e habilidades da Base Nacional Comum Curricular podem contribuir para a formação da consciência histórica nos anos finais do Ensino Fundamental. Sustenta-se que o problema decisivo não está apenas no conteúdo da prescrição curricular, mas no modo como ela é interpretada, transformada em planejamento e vivida em escolas marcadas por desigualdades de tempo, recursos, formação e infraestrutura. A pesquisa possui abordagem qualitativa, caráter bibliográfico e documental e toma como fontes a BNCC, a LDB, os Parâmetros Curriculares Nacionais e produções acadêmicas sobre ensino de História, currículo, consciência histórica e formação docente. A leitura foi organizada pelas categorias formação do sujeito histórico, competências e habilidades, autonomia e mediação docente e diversidade cultural. Os resultados indicam que a BNCC abre possibilidades para análise de fontes, comparação de narrativas, argumentação e relação entre temporalidades, mas pode empobrecer a disciplina quando reduzida a códigos, descritores e procedimentos burocráticos. Defende-se que a formação do sujeito histórico depende da articulação entre conhecimento histórico, mediação crítica, autonomia pedagógica, avaliação formativa e condições institucionais. Conclui-se que a Base pode funcionar como referência comum, porém não substitui o professor nem resolve, por si, as contradições do currículo vivido.

