DESAFIOS E POTENCIALIDADES DA LEITURA DIGITAL NO ENSINO FUNDAMENTAL II
ENTRE HIPERESTIMULAÇÃO E ENGAJAMENTO CRÍTICO
DOI:
https://doi.org/10.46550/am.v6i3.72Resumo
A crescente presença das tecnologias digitais na vida cotidiana de crianças e adolescentes impõe à escola novos desafios e responsabilidades no que se refere à formação de leitores autônomos e críticos. No contexto do Ensino Fundamental II, a leitura digital ultrapassa a simples decodificação textual e exige competências ampliadas, como o letramento midiático, a navegação hipermidiática e a capacidade de avaliação crítica das informações. Este artigo analisa os desafios e potencialidades da leitura digital nesse segmento educacional, considerando os impactos da hiperestimulação promovida pelas interfaces digitais e os caminhos possíveis para fomentar o engajamento crítico dos estudantes. A metodologia adotada baseia-se em revisão de literatura e análise qualitativa das práticas escolares. Observa-se que a leitura digital, quando mediada por práticas pedagógicas intencionais, pode favorecer a construção de sentidos mais profundos, promover a autonomia leitora e ampliar o repertório cultural dos alunos. No entanto, a ausência de políticas públicas eficazes, a lacuna na formação docente e a precarização dos recursos tecnológicos nas escolas públicas ainda constituem entraves significativos. A integração entre práticas lúdicas e informativas, aliada ao trabalho colaborativo, à produção textual autoral e à avaliação contínua, revela-se como estratégia promissora para a promoção da leitura crítica no ambiente digital. Assim, a escola precisa assumir seu papel formador frente à cultura digital, repensando métodos, conteúdos e finalidades para garantir que os estudantes não apenas acessem os textos digitais, mas também desenvolvam as competências necessárias para interpretá-los com responsabilidade, profundidade e consciência cidadã.

