CONTEXTOS INVESTIGATIVOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
A POTÊNCIA DAS EXPERIÊNCIAS DE BEBÊS E CRIANÇAS BEM PEQUENAS
DOI:
https://doi.org/10.46550/am.v7i2.69Resumo
Os contextos investigativos constituem uma perspectiva pedagógica que reconhece bebês e crianças bem pequenas como sujeitos ativos, curiosos e produtores de conhecimentos. Este artigo tem como objetivo analisar os contextos investigativos como princípio organizador do currículo da Educação Infantil, tendo como referenciais a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a abordagem educativa de Reggio Emília e as contribuições de Paulo Fochi. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, que discute a importância da organização intencional de ambientes, materiais, tempos e relações capazes de favorecer a exploração, a curiosidade, a formulação de hipóteses e a construção de significados pelas crianças. O estudo evidencia que investigar constitui uma característica própria da infância e que o papel da professora consiste em planejar experiências que ampliem as possibilidades de interação, brincadeira e descoberta, assumindo a observação, a escuta sensível e a documentação pedagógica como instrumentos fundamentais da prática docente. Argumenta-se que os contextos investigativos ultrapassam a dimensão metodológica, configurando uma concepção ética, estética e política de Educação Infantil comprometida com o protagonismo infantil e com a valorização das múltiplas linguagens. Conclui-se que a construção intencional desses contextos fortalece os direitos de aprendizagem previstos na BNCC, qualifica as experiências vividas por bebês e crianças bem pequenas e contribui para a consolidação de uma pedagogia da infância centrada na participação, na autonomia e na produção de conhecimentos pelas crianças.

