CUIDADO EMOCIONAL E APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO BÁSICA: INTERFACES ENTRE SAÚDE MENTAL, VÍNCULO ESCOLAR E FORMAÇÃO INTEGRAL
DOI:
https://doi.org/10.46550/am.v7i2.53Resumo
Este artigo reflete sobre as relações entre formação integral e práticas pedagógicas sensíveis ao sofrimento emocional na Educação Básica. Parte-se da compreensão de que a aprendizagem não ocorre de forma isolada, pois envolve dimensões cognitivas, afetivas, sociais e culturais que atravessam a trajetória dos estudantes. A discussão destaca que sinais de sofrimento, como queda de rendimento, retraimento, insegurança, desorganização ou dificuldades de convivência, não devem ser interpretados apenas como desinteresse ou indisciplina. Com base em estudos sobre clima escolar, autorregulação da aprendizagem, mediação docente e desenvolvimento humano, o texto evidencia que o cuidado emocional não substitui o ensino, mas fortalece as condições para aprender. Argumenta-se que práticas pedagógicas sensíveis exigem acolhimento, escuta, planejamento, vínculo e articulação institucional, sem perder o rigor acadêmico. Conclui-se que a formação integral depende de ambientes escolares capazes de unir conhecimento, cuidado e justiça social, reconhecendo o estudante como sujeito de aprendizagem, emoções, história e direitos.

