FORMAÇÃO DOCENTE E NEUROEDUCAÇÃO: DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA A INOVAÇÃO PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Autores

  • Rousimeire da Silva Freitas Ricardi Rede Pública Estadual do Mato Grosso, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.46550/am.v7i2.49

Resumo

Este artigo discute as relações entre formação docente, neuroeducação e inovação pedagógica na educação básica, tomando como eixo a construção de práticas mais significativas no cotidiano escolar. Parte-se do entendimento de que ensinar, na contemporaneidade, exige mais do que domínio de conteúdos, pois envolve mediação, escuta, planejamento, leitura das diferenças e capacidade de interpretar a complexidade dos processos de aprendizagem. A análise evidencia que a formação docente precisa ser contínua, crítica e articulada à realidade da escola, de modo a fortalecer a autonomia pedagógica e a intencionalidade do professor. Ao examinar a aproximação entre neuroeducação e prática docente, o texto sustenta que seus aportes podem contribuir para ampliar a compreensão sobre atenção, memória, emoção e participação discente, desde que sejam apropriados com prudência teórica e sem reducionismos. Também se destaca que a inovação pedagógica não deve ser confundida com modismos metodológicos ou com o uso isolado de recursos, mas compreendida como reconstrução reflexiva da prática em diálogo com as necessidades dos estudantes. Conclui-se que a articulação entre formação docente, mediação pedagógica e neuroeducação pode favorecer uma educação mais humanizada, contextualizada e comprometida com aprendizagens relevantes, desde que sustentada por estudo, criticidade e valorização do trabalho docente.

Biografia do Autor

Rousimeire da Silva Freitas Ricardi, Rede Pública Estadual do Mato Grosso, Brasil

Doutora em Ciências da Educação (Unades). Professora da Rede Pública Estadual do Mato Grosso.

Publicado

2026-04-10

Edição

Seção

Artigos