FORMAÇÃO DOCENTE E NEUROEDUCAÇÃO: DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA A INOVAÇÃO PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA
DOI:
https://doi.org/10.46550/am.v7i2.49Resumo
Este artigo discute as relações entre formação docente, neuroeducação e inovação pedagógica na educação básica, tomando como eixo a construção de práticas mais significativas no cotidiano escolar. Parte-se do entendimento de que ensinar, na contemporaneidade, exige mais do que domínio de conteúdos, pois envolve mediação, escuta, planejamento, leitura das diferenças e capacidade de interpretar a complexidade dos processos de aprendizagem. A análise evidencia que a formação docente precisa ser contínua, crítica e articulada à realidade da escola, de modo a fortalecer a autonomia pedagógica e a intencionalidade do professor. Ao examinar a aproximação entre neuroeducação e prática docente, o texto sustenta que seus aportes podem contribuir para ampliar a compreensão sobre atenção, memória, emoção e participação discente, desde que sejam apropriados com prudência teórica e sem reducionismos. Também se destaca que a inovação pedagógica não deve ser confundida com modismos metodológicos ou com o uso isolado de recursos, mas compreendida como reconstrução reflexiva da prática em diálogo com as necessidades dos estudantes. Conclui-se que a articulação entre formação docente, mediação pedagógica e neuroeducação pode favorecer uma educação mais humanizada, contextualizada e comprometida com aprendizagens relevantes, desde que sustentada por estudo, criticidade e valorização do trabalho docente.

