ENTRE O SISTEMA ALFABÉTICO E AS PRÁTICAS SOCIAIS DE LINGUAGEM: MEDIAÇÃO DOCENTE E FORMAÇÃO DE LEITORES E PRODUTORES DE TEXTOS NOS ANOS INICIAIS
DOI:
https://doi.org/10.46550/am.v7i3.84Resumo
O artigo analisa desafios e possibilidades para o desenvolvimento da leitura e da escrita nos anos iniciais do Ensino Fundamental, com ênfase na articulação entre alfabetização, letramento, diferentes percursos de aprendizagem e mediação docente. Parte-se da compreensão de que aprender a língua escrita exige, simultaneamente, apropriação do sistema de escrita alfabética e participação em práticas sociais nas quais ler e escrever assumam finalidades reconhecíveis. Metodologicamente, trata-se de estudo qualitativo, bibliográfico e de caráter analítico-interpretativo, derivado de revisão da literatura e estado da arte sobre produções acadêmicas defendidas entre 2021 e 2025. O levantamento concentrou-se na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações, com conferência em repositórios institucionais, resultando na análise de quinze pesquisas, sendo quatorze dissertações e uma tese. Os resultados indicam que os desafios da alfabetização não decorrem de um único fator, mas envolvem heterogeneidade dos conhecimentos, necessidade de ensino sistemático do princípio alfabético, compreensão leitora, produção textual, avaliação e continuidade das intervenções. Leitura mediada, literatura, exploração de gêneros, produção de textos em situações significativas, revisão, reescrita, jogos e materiais diversificados podem favorecer aprendizagens quando integrados a objetivos claros e acompanhamento contínuo. Conclui-se que nenhuma metodologia ou recurso produz avanços isoladamente. O fortalecimento da leitura e da escrita depende da articulação entre conhecimento dos estudantes, planejamento, mediação, avaliação e intervenção pedagógica, preservando objetivos comuns e oferecendo apoios diferenciados para a formação progressiva de leitores e produtores de textos autônomos.

