NEUROCIÊNCIA E EDUCAÇÃO: CONTRIBUIÇÕES PARA PRÁTICAS PEDAGÓGICAS MAIS SIGNIFICATIVAS E INCLUSIVAS
DOI:
https://doi.org/10.46550/am.v7i1.47Resumo
Este artigo discute as contribuições da neuroeducação para a compreensão dos processos de aprendizagem e para a qualificação de práticas pedagógicas inclusivas no contexto escolar. Parte-se do entendimento de que aprender envolve uma rede complexa de dimensões cognitivas, afetivas, sociais e culturais, o que exige superar explicações reducionistas sobre o desempenho discente. Ao longo da discussão, são abordados fundamentos da neurociência aplicados à educação, com destaque para a memória, a atenção, a emoção e a plasticidade cerebral como processos centrais na construção do conhecimento. O texto defende que tais elementos não devem ser utilizados de forma determinista, mas como referenciais capazes de ampliar a leitura pedagógica sobre os ritmos, as necessidades e as potencialidades dos estudantes. Nesse percurso, sustenta-se que a inclusão não pode ser compreendida apenas como presença física em sala de aula, mas como garantia de participação, pertencimento e desenvolvimento. Argumenta-se, ainda, que a mediação docente ocupa lugar decisivo nesse processo, pois cabe ao professor transformar o conhecimento em experiência acessível, significativa e responsiva à diversidade humana. Conclui-se que a articulação entre neuroeducação, sensibilidade docente e compromisso ético pode fortalecer práticas mais reflexivas, plurais e comprometidas com a justiça escolar.

