NEUROCIÊNCIA E EDUCAÇÃO: CONTRIBUIÇÕES PARA PRÁTICAS PEDAGÓGICAS MAIS SIGNIFICATIVAS E INCLUSIVAS

Autores

  • Rousimeire da Silva Freitas Ricardi Rede Pública Estadual do Mato Grosso, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.46550/am.v7i1.47

Resumo

Este artigo discute as contribuições da neuroeducação para a compreensão dos processos de aprendizagem e para a qualificação de práticas pedagógicas inclusivas no contexto escolar. Parte-se do entendimento de que aprender envolve uma rede complexa de dimensões cognitivas, afetivas, sociais e culturais, o que exige superar explicações reducionistas sobre o desempenho discente. Ao longo da discussão, são abordados fundamentos da neurociência aplicados à educação, com destaque para a memória, a atenção, a emoção e a plasticidade cerebral como processos centrais na construção do conhecimento. O texto defende que tais elementos não devem ser utilizados de forma determinista, mas como referenciais capazes de ampliar a leitura pedagógica sobre os ritmos, as necessidades e as potencialidades dos estudantes. Nesse percurso, sustenta-se que a inclusão não pode ser compreendida apenas como presença física em sala de aula, mas como garantia de participação, pertencimento e desenvolvimento. Argumenta-se, ainda, que a mediação docente ocupa lugar decisivo nesse processo, pois cabe ao professor transformar o conhecimento em experiência acessível, significativa e responsiva à diversidade humana. Conclui-se que a articulação entre neuroeducação, sensibilidade docente e compromisso ético pode fortalecer práticas mais reflexivas, plurais e comprometidas com a justiça escolar.

Biografia do Autor

Rousimeire da Silva Freitas Ricardi, Rede Pública Estadual do Mato Grosso, Brasil

Doutora em Ciências da Educação (Unades). Professora da Rede Pública Estadual do Mato Grosso. 

Publicado

2026-04-10

Edição

Seção

Artigos