PRÁTICAS PEDAGÓGICAS, FORMAÇÃO DOCENTE E ANSIEDADE MATEMÁTICA: DESAFIOS PARA A APRENDIZAGEM E O DESEMPENHO NO ENEM
DOI:
https://doi.org/10.46550/am.v7i1.35Resumo
Este artigo analisa as relações entre práticas pedagógicas, formação docente e ansiedade matemática, destacando seus efeitos sobre o desempenho dos estudantes na prova de Matemática do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Considerando que o exame se consolidou como uma das principais vias de acesso ao ensino superior, compreender os fatores que influenciam o rendimento dos alunos torna-se fundamental para avaliar a qualidade e a equidade da educação básica. Partindo de revisão bibliográfica, o estudo discute como metodologias de ensino centradas na transmissão mecânica e na repetição de exercícios limitam a construção de raciocínios mais complexos, dificultando a aprendizagem significativa. Analisa também o papel da formação docente, ressaltando que práticas pedagógicas inovadoras dependem de processos formativos consistentes, tempo para planejamento e condições institucionais adequadas. Ao mesmo tempo, o artigo examina a ansiedade matemática como fenômeno emocional que afeta a autoconfiança, a capacidade de concentração e a persistência diante de questões desafiadoras, impactando de forma direta o desempenho no ENEM. Argumenta-se que práticas avaliativas punitivas, ambientes escolares pouco acolhedores e trajetórias marcadas por experiências negativas potencializam esse quadro. Os resultados apontam para a necessidade de uma abordagem integrada, que considere simultaneamente dimensões cognitivas, pedagógicas e socioemocionais. Conclui-se que a melhoria do desempenho em Matemática requer políticas públicas voltadas à formação docente contínua, metodologias de ensino diversificadas e ações que promovam ambientes emocionalmente seguros. O estudo contribui para o debate sobre justiça educacional e evidencia caminhos para a construção de práticas mais equitativas e humanizadas no ensino da Matemática.

