PRÁTICAS PEDAGÓGICAS, FORMAÇÃO DOCENTE E ANSIEDADE MATEMÁTICA: DESAFIOS PARA A APRENDIZAGEM E O DESEMPENHO NO ENEM

Autores

  • Roberto Ramos Estevão Secretaria de Estado da Educação de Goiás, GO, Brasil.
  • Teófilo Cruvinel dos Santos Júnior Secretaria de Estado da Educação de Goiás, GO, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.46550/am.v7i1.35

Resumo

Este artigo analisa as relações entre práticas pedagógicas, formação docente e ansiedade matemática, destacando seus efeitos sobre o desempenho dos estudantes na prova de Matemática do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Considerando que o exame se consolidou como uma das principais vias de acesso ao ensino superior, compreender os fatores que influenciam o rendimento dos alunos torna-se fundamental para avaliar a qualidade e a equidade da educação básica. Partindo de revisão bibliográfica, o estudo discute como metodologias de ensino centradas na transmissão mecânica e na repetição de exercícios limitam a construção de raciocínios mais complexos, dificultando a aprendizagem significativa. Analisa também o papel da formação docente, ressaltando que práticas pedagógicas inovadoras dependem de processos formativos consistentes, tempo para planejamento e condições institucionais adequadas. Ao mesmo tempo, o artigo examina a ansiedade matemática como fenômeno emocional que afeta a autoconfiança, a capacidade de concentração e a persistência diante de questões desafiadoras, impactando de forma direta o desempenho no ENEM. Argumenta-se que práticas avaliativas punitivas, ambientes escolares pouco acolhedores e trajetórias marcadas por experiências negativas potencializam esse quadro. Os resultados apontam para a necessidade de uma abordagem integrada, que considere simultaneamente dimensões cognitivas, pedagógicas e socioemocionais. Conclui-se que a melhoria do desempenho em Matemática requer políticas públicas voltadas à formação docente contínua, metodologias de ensino diversificadas e ações que promovam ambientes emocionalmente seguros. O estudo contribui para o debate sobre justiça educacional e evidencia caminhos para a construção de práticas mais equitativas e humanizadas no ensino da Matemática.

Biografia do Autor

Roberto Ramos Estevão, Secretaria de Estado da Educação de Goiás, GO, Brasil.

Licenciatura em Matemática

Teófilo Cruvinel dos Santos Júnior, Secretaria de Estado da Educação de Goiás, GO, Brasil.

Licenciado em Ciências Biologicas, Especialista em Ciências da Natureza- Física

Publicado

2026-02-20

Edição

Seção

Artigos